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29 outubro, 2011

Livros...

"— Vá para a cama! Peço que me desculpe, mas você con­segue me irritar um bocado com suas histórias, e eu esqueci que acaba de sair do hospital.
Quis falar, mas ele interrompeu:
— Maldita seja, mulher! Vá embora daqui! Não está vendo que estou fazendo o possível para me controlar? Mas não sei por quanto tempo vou conseguir me conter.
Não era necessário outro aviso. Ela virou-se e saiu da sala. Ao chegar à porta, olhou para trás... o viu cabisbaixo, olhando o copo que tinha nas mãos. 
Ela seguiu para o seu quarto e, quando estava quase chegando lá, ouviu o som de vidro estilhaçado lá em baixo. 
Sentiu-se feliz por estar em segurança, no segundo andar, entrou no quarto e fechou a porta. 
Parece que o inofensivo copo de brandy levara o castigo que estava destinado a ela."
( C P )
   

21 outubro, 2011

Mais uma leitura...


"De repente, ela ouviu passos e alguém chamando. Não queria que ele a encontrasse. 
Escondeu-se atrás de uma vela dobrada e ouviu-o aproximar-se com passos largos e elásticos, feito um felino atrás da presa.
Ficou muito quieta, prendendo a respiração , mas alguns grãos de areia entraram em suas narinas e ela espirrou. 
Ele se virou rapidamente e a viu. Com uma expressão de raiva ele se inclinou, puxou-a e sacudiu-a com força.
-Estava se escondendo de mim? Está querendo brincar comigo? Se é isso...
Todas as emoções represadas faiscaram nos olhos dela, num misto de dor e fúria.
... O médico saiu andando em direção ao quarto de Laura, enquanto isso ela se apoiava na parede para não cair.
Estava tudo acabado. Ele havia escapado da escuridão e agora dormia e recuperava as forças... Havia chamado por seu nome enquanto delirava. Pobre querido! Desperdiçando energias repetindo o nome dela!
O nome dela? Ela cobriu o rosto com as mãos, cambaleou e saiu correndo para fugir dali.!"


( O J D A)


18 setembro, 2011

Livros, livros,livros

"O estrondo da porta da frente batendo pegou todos de surpresa, pondo um fim à conversa. Como se fossem uma só, todas as cabeças voltaram-se para o hall...
O coração dela batia acelerado enquanto o observava sem entender sua atitude.
Ele continuava olhando para a sra. Bennet, mas tinha jogado a cabeça para trás como se estivesse surpreso com alguma coisa. Então seu olhar sombrio voltou-se para o rosto dela.
Confusa, sem ter a menor ideia de por que estava sendo examinada com tanta atenção, franziu a testa.
- Aconteceu alguma coisa?
O silêncio prolongado dele levou a sra. Bennet a fazer essa pergunta.
Todos o viram inspirar lenta e profundamente, passando uma das mãos por entre os cabelos, ao mesmo tempo em que movia a cabeça num gesto negativo, como se estivesse afastando o demônio que o perseguia.
-Desculpem - ele murmurou, virando-se e caminhando para a porta que dava para a rua.
Ela retribuiu o olhar interrogativo da mãe com outro, completamente pasmo. Ela estava tão confusa com o estranho comportamento dele quanto todos os outros.
No entanto, sua partida abrupta fez com que ela se levantasse rapidamente e corresse atrás dele, alcançando-o na varanda.
-O que foi que aconteceu?"
(D D B)

02 setembro, 2011

Trechos de livros que amei...

"Suspirando, ela  virou e estreitou os olhos em choque ao se deparar com ele caminhando de braços dados com ela.
Ele inclinou-se e deu um beijo no cabelo da acompanhante. 
Ela sorriu de volta e tocou no seu rosto com a mão. Então se despediram, caminhando em direções opostas.
Tudo naquela cena foi profundamente gravado dentro de si. 
A linguagem corporal dizia tudo. Ela não tinha direito a nenhum contato físico com  ele, mas a outra podia de aproximar, tocar seu rosto e sorrir dentro de seus olhos, gestos que traduziam uma intimidade familiar que não tinham nada a ver com mera luxúria."
(O H D A )

" -Você gostaria de caminhar um pouco? - perguntou ele com voz controlada.
Ela fez que sim com a cabeça e começaram a caminhar. Em certo trecho ele parou por um momento. À luz do fósforo ela notou que sua mão estava tão insegura que ele tinha dificuldade de encostar a chama na ponta do cigarro.
O coração dela contraiu-se de compaixão. Ela daria qualquer coisa para ajudá-lo, oferecer-lhe conforto. Mas tudo o que podia fazer era livrá-lo de sua companhia o mais depressa possível. "
(O P D U I )

"As primeiras luzes da manhã inundavam o quarto; um raio de sol a despertou. Virando-se de lado, ela olhou para o rosto moreno que descansava no travesseiro a seu lado e estremeceu.
Levantou-se e se lavou; vestiu-se e, abrindo as cortinas, sentou-se ao lado da janela, olhando para a paisagem árida da região de Deep Mani. Só conseguia pensar em escapar dali. Tinha certeza de que sua amiga iria tentar entrar em contato com ela, pois sua vontade de vingança era muito forte para desistir tão facilmente assim."
( O H D O D A


Pensamento do dia...